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domingo, 23 de dezembro de 2012

Ninho num jardim de cactos

Este impressionantemente não retangular país não anda... a trocar as voltas às pessoas. No entanto, este país consiste nesse conjunto de pessoas. A mesma história se aplica ao Estado, a entidade mítica que não é nada mais, nada menos do que todas essas pessoas governadas por uma surpreendente inteligência corrupta... shiiiiu, fala baixo!. Isto dava para falar de tanta coisa, não dava? É mais fácil assim:
  • as coisas não estão bem em Portugal;
  • somos nós que podemos fazer alguma coisa para mudar;
  • mas andam a nos dificultar a vida ao máximo e a nos endividar por algo que muitos de nós provocaram ou deixaram acontecer, mas que não devia ser corrigido desta maneira tão injusta (cortes, aumentos, bla, bla x 1500000000 de vezes...);
  • vivemos só uma vida até prova do contrário;
  • porquê tanto sacrifício e austeridade que há de levar a situações extremas e estragar a vida a tanta gente e afetar tantos outros?
  • fazer o mesmo (profissionalmente, etc) lá fora provavelmente compensará em muitos aspetos e sempre haverá tempo para vir dar um descanso à saudade;
  • porque não emigrar?

 

Por mais vontade que haja, pensamento positivo que se gere, empenho que se debite, é altamente previsível e provável que Portugal continue corrompido (sim, o Mundo também está, mas há países que disfarçam melhor até ao dia...).

Cada um tem o seu percurso e atravessam-se caminhos tenebrosos (com grande imunidade até) desde que a carga de energia positiva e a autoconsciência estejam "afinadas". Gosto da expressão "boa onda" (não me refiro apenas a peace and love, let's get high, "tudo fixe", "yo bacano", "tás a curtir?"... é um bocadinho enorme menos superficial do que isso). Ainda vamos ter oportunidade de "conversar" sobre isso e espero não estar a parecer um daqueles que levou uma lavagem cerebral ou que anda a ler livros de auto-ajuda e inspiração espiritual. Hey! ainda há pouco falei sobre o preconceito, dêem-me um desconto!

Where are you?

Aconteça o que acontecer e seja qual for o salto a dar, o mais importante será desfrutar da adrenalina antes da aterragem e da sensação de realização e satisfação após cada voo.

 

Só para rematar, sabem aquela sensação de ridículo quando escrevemos algo assim para o diferente, tipo, quem sou eu para dizer estas coisas, onde raios se meteu a tecla "delete"?

 

De qualquer maneira isto nem é bem um blog... é mais uma espécie de bloco para rascunho...

Mecânica do preconceito

A minha visão do preconceito é no mínimo... preconceituosa... Subconscientemente, formamos ideias e criamos padrões que nos ajudam a processar a informação que nos rodeia de uma forma mais rápida e expedita mas, por vezes, precipitada, distraída e/ou injusta.

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Por um lado não temos de nos babar de cada vez que uma mosca se nos atravessa à frente dos olhos como se fosse a primeira vez que estivéssemos a ver um ser vivo minúsculo com a capacidade de voar (fascinante, não? mas em contrapartida a mosca "vomita" sobre o próprio alimento para o "digerir" ainda antes de o ingerir... apesar de tudo não deixa de ser fascinantemente nojento). Por outro lado podemos cometer o erro de dar certos dados como adquiridos, cometer injustiças e, pior do que isso, julgar e criticar destrutivamente.

A minha modesta opinião... hmm... acho que a melhor maneira de a expressar é através da seguinte frase que me surgiu no pensamento enquanto aqui escrevia:

 Allow the mind to be cool with the eye.

É tão simples quanto isso. Nem sempre é fácil, há muitas barreiras mentais (seja pela cultura, pela família, pela vivência) que nos "amarram" mas, por mais difícil que seja fazê-lo, corre sempre melhor mais cedo ou mais tarde. 

Já vos falei sobra o karma? Tem "pano para mangas".

Resoluções de ano velho

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Crise?

Há aqui alguém farta(o) da crise?

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De cada vez que se fala em crise na imprensa, de cada vez que um noticiário apresenta uma salva mortífera de notícias bem consecutivas, cada uma pior que a outra, irracionalmente apetece partir qualquer coisa! A própria televisão, por exemplo! Mas se há crise é melhor não partir a televisão (dificilmente seria substituída). Ou seja, se não houvesse crise, podia-se partir a televisão à vontade. Mas se não houvesse crise não haveria grande prazer em partir a televisão. 

Acho melhor começar a ler jornais... há de dar menos despesa depois de os ler.

A segunda lei da termodinâmica

Sim, os Muse vêm a Portugal para promover a nova "pancada" pela "2nd Law" e é capaz de ser um dos melhores concertos a acontecer no ano de 2013. Há um "super" palco já a circular pelo mundo... 

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Mas, ainda há muitos lugares por ocupar no Estádio do Dragão (palco do concerto no dia 10 de junho)... Espero que isso não afaste a banda ou outras de dar concertos de tamanha dimensão em Portugal.

Por outro lado, uns espaços vazios até podem dar jeito para "acomodar" as meninas mais novas e histéricas que passam a porra dos concertos a gritar e impedem que elas próprias e a "vizinhança" possam desfrutar do espetáculo...

Gritos histéricos à parte, dia 10 de junho será um excelente dia.

"Jesus vai voltar a caminhar na Terra."

É já na próxima sexta-feira!    
 
Dia 21 de dezembro de 2012 
representa o início do fim
de semana.

E apesar de já não ser novidade, o livro do autor José Rodrigues dos Santos, O Último Segredo, é uma boa sugestão de compra e leitura, sobretudo para aqueles que se encontram em odisseia espiritual na busca de algumas respostas para o que quer que seja que explique o que ainda ninguém explicou (hã?).

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Uma vez mais, o autor faz uso do seu "trunfo", o personagem Tomás Noronha, e lança-nos quase literalmente no encalço de um assassino invulgar que deixa um rasto de sangue desde a Biblioteca Vaticana até Jerusalém. 

Alguns leitores consideram este livro polémico, controverso, pouco fundamentado ou demasiado superficial. Eu, pessoalmente, acho que é um daqueles "neutralizadores de ingenuidade" e um bom estímulo ao pensamento crítico. Recomendo, contudo, uma leitura cuidada, sem perder de vista o facto de se tratar de um romance com muita ficção à mistura, não vá ninguém dar por si com as tendências suicidas ao rubro. Mas não há motivos de preocupações, até porque algumas das verdades contadas são ironicamente hilariantes e fazem com que nos perdoemos a nós próprios pela extrema ignorância que experimentámos a vida toda, até chegar à página 563 do livro. 

Agora se Ele vai voltar a caminhar na Terra... duvido... que alguma vez acredite.